terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O LUAR DOS OLHOS ROSE

Um labirinto de lírios fulgurantes
Resplandece no luar de teus olhos
Foi nele que fiz questão de me perder
Para ficar indefinivelmente
A vislumbrar tamanha beleza enigmática.

Em vão tentei-me introjectar
Nas janelas flamejantes de teu espírito
Sem saber que eles já me envolviam
Na sua flâmula aura lasciva.

Os livros me falaram dos cantos de seres mitológicos
Que enfeitiçavam os mais virtuosos dos homens,
Mas seus olhos estavam aquém dos cantos
E para além dos livros, de amores fingidos.
Suas retina douradas como mel ao sol
Não poderia ser simplesmente contidas
Em suas pálpebras relutantes
Nem em minha perplexidade pujante.

Tornava-me paulatinamente,
Um aventureiro a desbravar
As nuances de teu olhar;
Um ancião a contemplar
O crepúsculo de teu olhar;
Um amante a desfrutar
O gozo de teu olhar;
Uma criança a brincar
Nos prados de teu olhar;
Um místico a velar
O vaticínio do luar.

Quando vejo a lua lembro-me de teus olhos
Quando contemplo seus olhos reflete a densidade do luar.
Transfigura-se neles a deslumbrante e sedutora paisagem
Que transparece sua vontade de me beijar.
Não sois de falar, mas seus olhos dizem muito,
Até o que não deveria se revelar.
Ah, como quero seus olhos sempre perto a me iluminar,
Ah, como quero tê-la sempre por perto para te amar.

Tornava-me...
Um aventureiro a desbravar
As nuances de teu olhar;
Um ancião a contemplar
O crepúsculo de teu olhar;
Um amante a desfrutar
O gozo de teu olhar;
Uma criança a brincar
Nos prados de teu olhar;
Um místico a velar
O vaticínio do luar.

(Di Resende 31/04/2008 02:06)

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