Seus lânguidos lábios vorazes
E sua boca dadivosa
Reluziam seus dentes
Laqueados por afiadas laminas
Que violentaram meus lábios
E do meu sangue rubro
Sentias o gosto salutar
E na vampirosidade do instinto
Estava sedenta por prazer
Que na volúpia oral encarnou
Meu ser passivo a dominação
Ávido por ser seu
Necessitado de seus afagos
Carente de tua mucosa labial
Que ao se encontrar com a minha
Foi além das protuberâncias
Penetrando em meu espírito
Que contemplava extasiado
Toda beleza intangível
Que reside no ato de beija.
(DiResende 27/02/2008 03:21h)

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